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segunda-feira, 16 de abril de 2018

A aclarar a voz...da escrita



Aos 16 anos sonhava ser a Cindy Lauper. Que mal havia em ser a Cindy Lauper? O meu irmão adorava o Ayrton Senna e uma amiga queria ser uma das três beldades dos Anjos de Charlie. Mas ao que parece, o meu gosto era o mais extravagante. A minha mãe tratou de me explicar que não podemos ser os outros, que a cada um cabe uma vida e como tal, poderia ser tudo menos a Cindy Lauper, esse papel já estava atribuído. Digo-vos que ainda não entendo muito bem isto. Tenho uma enorme fé na capacidade utópica das pessoas e de como até ao fim da vida tudo é um rebuliço de processos que nos tornam serviçais ou rebeldes, criativos ou meramente receptivos. Não me esqueço dos lugares que deixei de frequentar, nem das pessoas que me são importantes, mas não podem estar todos à vista, estando sempre em mim.
Não canto. Não sou a Cindy Lauper. No entanto, dou por mim a aclarar a voz da escrita, muitas vezes, como se me preparasse para dar um concerto.


NB


Cindy Lauper



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