Número total de visualizações de página

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Sobre o perdão e o castigo. Sem contra-indicações a apontar.


Aprendemos cedo duas palavras : castigo e perdão. Aprendemos a temer e a respeitá-las, mas nem sempre a usá-las no momento certo, na exigência da situação.
  Apontam-nos exemplos. Conhecemos a moral dos contos, dos filmes, das histórias bíblicas, reforçadas na catequese e na missa. Até à mesa, frente a um prato de sopa de que não gostamos, serve-se uma lição de moral.
 Os conceitos ilustram-se de narrativas, rostos, situações. Às tantas, banalizam-se e por isso  surpreendemo-nos, quando a vida nos confronta com eles.
O verdadeiro castigo e o verdadeiro perdão só existem dentro de nós, onde raramente os procuramos e onde raramente os encontramos. É mais fácil culpar os outros pelas nossas falhas, pelas nossas cobardias, pelas intrigas e tagarelices emocionais que tecemos para nos proteger do que dói. Perdoar dói, castigar também. 

Afinal o Inferno somos nós, já o diz Aurélio Gomes, no Canal Q. E o castigo, também, somos nós.
Quanto ao perdão, esse não é para todos. Mora lá dentro, onde já não há ninguém, na maior parte das vezes.


N.B




** imagem Pinterest

Sem comentários:

Enviar um comentário

Mania de escrever

Mania de escrever
Aqui pratica-se a mania de escrever