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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Entre o céu e a terra




O céu e a terra têm uma relação desconcertante, complexa. Tal como acontece connosco, quando descobrimos que a vida e a morte são a cara da mesma moeda. Uma espécie de sinceridade quotidiana, que de tão presente estranhamente nos alheamos. Por isso, deixamos para depois tantas palavras, tantos gestos, pequenas coisas que mudariam tudo.
Apetece dizer, que não nos foi feita a Revelação. Apetece abrir o baú das mil desculpas. 
Somos incompletos, falhamos, somos assim, mas perseguimos o imortal. Porque alguns ficam para a História, como nos ensinaram desde pequeninos na escola. 
Ao olhar daqui, arrisco uma certeza. É-nos dada a oportunidade de viver, acreditando ou questionando  a existência de um outro lugar.
Ir mais além, obriga-nos a embarcar numa nau feita de misticismo. Tomar assento ao acaso, nada ver e ainda assim acreditar. Acreditar que a alma se separa do corpo, como o Céu está separado da Terra. Sentir sem ver como a distância nos faz minúsculos, imagens do nada, do que afinal somos. E aceitar que esse invisível é um legado Sagrado. É a pequena história do Mundo, reescrita a cada nascimento, lacrada no último instante. 
Falo-te disto, para responder à tua pergunta: 
-Sabes há quantos dias existes?
- Não me apetece fazer  a conta.- respondo-te. Mas devolvo-te outra pergunta:
- Sabes a distância que separa o Céu da Terra? Olha esta imagem e faz as contas.

N.B.






**Fotografia de João Carvalho.
Um desafio a que o fotografo se propôs ao longo de um ano, publicando uma fotografia por dia.
Uma fotografia por dia: 10 de Maio de 2016, a 251.

  Obrigado João Carvalho.


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