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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Há olhos que consomem muita luz


Há olhos que consomem muita luz. Há olhos que são a luz dos nossos. Depois há os que nos deram a vida a estrear. Quando se fecham fica de noite.
Há olhos onde quero morar para sempre. Dos meus, não vou falar, consomem muita luz e sofrem a ilusão de esperar.
Quero lá saber de tudo isto, hei-de inventar uma outra história que fale de outras luzes, dos fósforos, do fogo da lareira, dos verilaites, das velas do bolo de aniversário... Mas tenho sempre de começar pelo mais simples, o olhar para dentro e ver-te.
Se fechar os olhos fica mais claro. Sem distracções, vejo fios da vida como redes de pesca, cheias de tanta coisa.
Ponho a mesa, pão quentinho, a compota feita com a tua receita, o cheirinho a café. E os meus olhos, de qualquer hora, e pedem-te desculpa e têm a cor da noite curta, mal dormida.
 Praguejo: - " O raio disto e daquilo, da vida, de tudo e de nada."
Bebe-se o café, porque nada é normal, porque ainda não pode ser.
O sol põe-se com uma luz imponente. O sol que se escondeu o dia todo, faz-se valente agora. É segui-lo, que é fácil acreditar que amanhece, neste entardecer.

N.B


                                   *imagem encontrada na net

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