Número total de visualizações de página

domingo, 8 de março de 2015

Até que a morte os separe.



Esta não é uma reflexão, caso o fosse seria uma reflexão de fé, crua e factual.
É tristeza feita de palavras e passos firmes, num livrai-nos de mais capas de jornais a noticiar violência doméstica.
Todas as semanas somos confrontados com a morte de mulheres pelos companheiros, maridos, namorados, como se de uma guerra se tratasse. É mais que isso! É um Mal social que se instalou, engole o que há de humano, apaga o discernimento e transforma homens em bestas que matam.
Fazem-se campanhas nos media, fala-se de violência doméstica como nunca se falou, torna-se crime público, surgem depoimentos de figuras públicas que assumem terem sido vítimas, apela-se à denúncia, apela-se à coragem das vítimas e incentiva-se o NÃO à violência doméstica.
É angustiante assistir a esta mortandade, que faz orfãos, enluta famílias e nos envergonha a todos. Apetece pedir que se retire dos votos do matrimónio a célebre frase, que a APAV já usou numa das campanhas de sensibilização:
 " Até que a morte os separe.".



Lembrei-me, agora, que o medo e o entusiasmo se comportam de maneira idêntica.
 E se nos entusiasmássemos, e se contagiássemos outros?! Um contágio que devolva a normalidade das coisas. Como ser natural dar parte de fraco, aceitar o fim do relacionamento, das frustrações sem convocatória, as perdas, a verdade e jamais esvaziar o espaço do afecto. Porque nisto da felicidade, muitas vezes é preciso perder para ganhar.

N.B.




Sem comentários:

Enviar um comentário

Mania de escrever

Mania de escrever
Aqui pratica-se a mania de escrever